Os turistas e os seus guias regressaram hoje sãos e salvos ao Cairo, revelou fonte oficial.
A operação pôs fim a um drama que já durava há dez dias e que envolveu 19 turistas europeus e os seus oito motoristas egípcios e guias através de uma faixa do deserto do Sahara. Os turistas foram capturados por assaltantes e obrigados a deslocar-se no deserto entre o Egipto e o Sudão e mais tarde para a fronteira com a Líbia e com o Chade.
Uma fonte da segurança egípcia disse, sob anonimato, que a operação conjunta junto à fronteira sudanesa-chadiana foi conduzida hoje de manhã.
O ministro egípcio da Defesa, Hussein Tantawi, disse que "metade dos raptores foi morta na operação de salvamento", segundo a a agência oficial MENA, mas sem precisar o número ou detalhes da operação.
O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, sugeriu que forças especiais italianas e alemãs estiveram envolvidas. Adiantou que o Sudão e o Egipto executaram uma "operação altamente profissional" com a "intervenção dos serviços secretos italianos e especialistas das forças especiais" da Alemanha e Itália.
Os militares sudaneses e egípcios utilizando dois helicópteros lançaram o ataque e libertaram os cativos, disse a fonte.
Uma das fontes contactada disse que não houve tiroteio e que os reféns foram libertados em território chadiano.
As autoridades disseram que os turistas, que incluíam dois italianos com idades próximas dos setenta anos estavam em boas condições.
A agência de notícias Mena revelou que nenhum dos reféns ficou ferido na operação.
O grupo de reféns, que incluía cinco cidadãos alemães, cinco italianos, um romeno e oito guias egípcios, foram levados para uma base militar no cairo de avião e depois para observação médica. O outro refém foi também libertado.
Inquirido sobre se tinha sido pago um resgate, Frattini disse que "podia com segurança desmentir isso".
Os assaltantes, pertencentes a tribos do deserto, exigiam um resgate de 15 milhões de dólares.