domingo, 28 de setembro de 2008

Exército matou seis dos oito raptores do grupo de turistas europeus sequestrado no Egipto

Cartum, 28 Set (Lusa) - O exército sudanês matou seis dos oito raptores de um grupo de turistas europeus sequestrado há uma semana no Sul do Egipto, tendo detido os restantes dois suspeitos, de acordo com fonte militar do Sudão.

Depois de uma perseguição a alta velocidade no deserto, que acabou numa troca de tiros, as autoridades prenderam os dois raptores que sobreviveram, os quais informaram a polícia de que o grupo de turistas se encontra sequestrado por mais 35 homens armados no Chade.

Onze turistas europeus e oito egípcios foram capturados no passado dia 22, quando participavam num safari no deserto do Sul do Egipto, tendo ficado sequestrados numa região remota, na zona fronteiriça do Sudão, Chade, Egipto e Líbia.

"Os raptores indicaram que os turistas ainda se encontram sequestrados num esconderijo no Chade, mas nós não dispomos de informações detalhadas acerca de uma intervenção armada por parte do exército chadiano", afirmou o conselheiro da presidência sudanesa, Mahjoub Fadl Badri, citado pela AFP.

Segundo fonte das autoridades egípcias, os raptores exigiam um resgate de seis milhões de euros pela libertação dos onze turistas europeus, entre os quais cinco italianos, cinco alemães e um romeno.
Fonte: Agência LUSA

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Até Lisboa!

Terminado o jantar é tempo de voltar aos quartos para arrumarmos as últimas coisas nas malas.

Depois, o reencontro na esplanada interior do Hotel para um "Nespresso" e dois dedos de conversa, enquanto que parte da rapaziada se distrai a jogar ao Buraco.

Farouk, o nosso líder, chega à hora combinada - 22h30. Num saco traz tâmaras e cd's com o Corão, para todos.
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Já no autocarro, é a nossa vez de retribuirmos toda a disponibilidade e simpatia com que este verdadeiro amigo nos recebeu e nos acompanhou nesta visita de uma semana ao Egipto.

*Foto cedida pelo Habibi Eduardo

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A ele, além de uma lembrança, oferecemos, ainda, uma bandeira de Portugal com mensagens de todos, para que não se esqueça, jamais destes seus HABIBIS.
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*Foto cedida pelo Habibi Eduardo

Depois, veio o abraço e o desejo para que as próximas 3 semanas passem o mais depressa possivel para que, em Lisboa, nos possamos reencontrar com o líder - Farouk Amirali.

Na piscina do hotel

De regresso ao Cairo, ninguém pensa no regresso a Lisboa. Isso é para mais logo. E, porque a piscina do hotel está apetecivel, ainda há tempo para...
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... uns banhos de sol...

... umas braçadas...

... ou um mergulho

Outros há, que aguardam por qualquer coisa para matar a fome...


E, apesar da piscina estar quase a fechar, há quem desafie o horário...

É o caso do Eduardo que deu por bem empregues os poucos minutos a que teve, ainda, direito.


Depois, é tempo de um duche (com direito a pose) para retirar o cloro , e o regresso aos quartos para se prepararem para o jantar.
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Enquanto isso, no terraço, há quem aproveite os útimos raios de sol para uma fotografia com as Pirâmides a servirem de fundo...
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É o caso da Ana e do Manuel, de quem o grupo pensava serem os meus pais.

No Palácio de Montazah

Chegados ao Palácio, ficamos encantados com os vastos jardins que o circundam.


Erigido, no início do século passado, por um parente do rei Farouk, combina a arquitectura turca com a florentina com a torre central a lembrar a do Palazzo Vecchio, em Florença.

Ainda antes do almoço, o nosso líder dá-nos a oportunidade para umas fotos...

Porque o restante pessoal chama por nós, encaminhamo-nos para o Harém do Palácio onde é servido o "manjar".

A ementa é constituída por galinha assada com arroz de canela e sultanas, cerveja egípcia, refrigerantes ou água e, para sobremesa, salada de frutas.

Terminada a refeição é tempo de passar ao salão da música onde um trieto inicia a sua actuação musical. Querem ouvir um pouco?

Então aqui vai...

Pois claro, o nosso "Brasuquinha" tinha que dar o ar da sua graça, pois então!

A caminho do almoço


De novo no autocarro, é tempo de pensar em almoçar.
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A caminho do Palácio do rei Farouk, vamos apreciando os encantos daquela cidade com 8 milhões de habitantes que, tendo sido fundada por Alexandre o Grande, renasceu em todo o seu esplendor, no século XIX, graças a Muhamed Ali Pasha, mantendo a sua prosperidade até à revolução de Nasser, momento em que inúmeros europeus que aqui habitavam, fugiram.
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Ainda assim Alexandria mantém alguns traços dessa época áurea e cosmopolita...


Retrato do Presidente Hosni Mubarak

A Biblioteca - Um Templo do Saber


Fundada no século III a.C., a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de ciência e cultura que existiu na Antiguidade, como sejam os escritos de Platão, Aristóteles, Zenão, Euclídes, Homero, Demóstenes, Isócrates, Xenofonte, Píndaro, Tucídides, Safo, entre tantos outros, ou ainda, a Septuagint (os 70 manuscritos que continham a tradução, para o grego, do Pentateuco, O Velho Testamento hebraico.
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Não se contentando em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, tornou-se num importante centro de investigação a que os homens de ciência e das letras recorriam para desbravar o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um importante legado para as gerações vindouras.


Quem não ouviu falar de Erastótenes, Arquimedes, Apolónio de Perga ou Hiparco?


No século IV, o Bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos do Imperador Teodósio o Grande, ao ver naquele edíficio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobiliza a multidão cristã para a sua demolição, que veio a ocorrer provavelmente no ano de 391.


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Ressurgida das cinzas (em Outubro de 2002), a Biblioteca e Centro Cultural são uma impressionante obra de arquitectura e contêm, ainda, um Planetário e um Museu de Ciência.
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À data da sua inauguração a Biblioteca albergava 4 milhões de livros, cem mil manuscritos e 50 mil mapas. Faz parte do seu acervo o único papiro que sovreviveu à destruição da antiga Bibiloteca.


Numa época de xenofobia e de fundamentalismo, este Templo do Saber clama por Racionalidade, Diálogo e Método Científico.

Na Mesquita de Abu all-Abbas

Hoje é o Dia Santo para os muçulmanos. Esta Sexta-Feira reveste-se de especial significado por ser a última do Ramadão.
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A caminho da Biblioteca de Alexandria, uma breve paragem na Mesquita de Abu all-Abbas. Cumprindo os preceitos do Islão, as meninas separaram-se dos rapazes e entraram no templo para uma pequena visita, pois a oração estava quase a começar.