sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Na piscina do hotel

De regresso ao Cairo, ninguém pensa no regresso a Lisboa. Isso é para mais logo. E, porque a piscina do hotel está apetecivel, ainda há tempo para...
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... uns banhos de sol...

... umas braçadas...

... ou um mergulho

Outros há, que aguardam por qualquer coisa para matar a fome...


E, apesar da piscina estar quase a fechar, há quem desafie o horário...

É o caso do Eduardo que deu por bem empregues os poucos minutos a que teve, ainda, direito.


Depois, é tempo de um duche (com direito a pose) para retirar o cloro , e o regresso aos quartos para se prepararem para o jantar.
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Enquanto isso, no terraço, há quem aproveite os útimos raios de sol para uma fotografia com as Pirâmides a servirem de fundo...
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É o caso da Ana e do Manuel, de quem o grupo pensava serem os meus pais.

No Palácio de Montazah

Chegados ao Palácio, ficamos encantados com os vastos jardins que o circundam.


Erigido, no início do século passado, por um parente do rei Farouk, combina a arquitectura turca com a florentina com a torre central a lembrar a do Palazzo Vecchio, em Florença.

Ainda antes do almoço, o nosso líder dá-nos a oportunidade para umas fotos...

Porque o restante pessoal chama por nós, encaminhamo-nos para o Harém do Palácio onde é servido o "manjar".

A ementa é constituída por galinha assada com arroz de canela e sultanas, cerveja egípcia, refrigerantes ou água e, para sobremesa, salada de frutas.

Terminada a refeição é tempo de passar ao salão da música onde um trieto inicia a sua actuação musical. Querem ouvir um pouco?

Então aqui vai...

Pois claro, o nosso "Brasuquinha" tinha que dar o ar da sua graça, pois então!

A caminho do almoço


De novo no autocarro, é tempo de pensar em almoçar.
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A caminho do Palácio do rei Farouk, vamos apreciando os encantos daquela cidade com 8 milhões de habitantes que, tendo sido fundada por Alexandre o Grande, renasceu em todo o seu esplendor, no século XIX, graças a Muhamed Ali Pasha, mantendo a sua prosperidade até à revolução de Nasser, momento em que inúmeros europeus que aqui habitavam, fugiram.
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Ainda assim Alexandria mantém alguns traços dessa época áurea e cosmopolita...


Retrato do Presidente Hosni Mubarak

A Biblioteca - Um Templo do Saber


Fundada no século III a.C., a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de ciência e cultura que existiu na Antiguidade, como sejam os escritos de Platão, Aristóteles, Zenão, Euclídes, Homero, Demóstenes, Isócrates, Xenofonte, Píndaro, Tucídides, Safo, entre tantos outros, ou ainda, a Septuagint (os 70 manuscritos que continham a tradução, para o grego, do Pentateuco, O Velho Testamento hebraico.
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Não se contentando em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, tornou-se num importante centro de investigação a que os homens de ciência e das letras recorriam para desbravar o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um importante legado para as gerações vindouras.


Quem não ouviu falar de Erastótenes, Arquimedes, Apolónio de Perga ou Hiparco?


No século IV, o Bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos do Imperador Teodósio o Grande, ao ver naquele edíficio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobiliza a multidão cristã para a sua demolição, que veio a ocorrer provavelmente no ano de 391.


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Ressurgida das cinzas (em Outubro de 2002), a Biblioteca e Centro Cultural são uma impressionante obra de arquitectura e contêm, ainda, um Planetário e um Museu de Ciência.
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À data da sua inauguração a Biblioteca albergava 4 milhões de livros, cem mil manuscritos e 50 mil mapas. Faz parte do seu acervo o único papiro que sovreviveu à destruição da antiga Bibiloteca.


Numa época de xenofobia e de fundamentalismo, este Templo do Saber clama por Racionalidade, Diálogo e Método Científico.

Na Mesquita de Abu all-Abbas

Hoje é o Dia Santo para os muçulmanos. Esta Sexta-Feira reveste-se de especial significado por ser a última do Ramadão.
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A caminho da Biblioteca de Alexandria, uma breve paragem na Mesquita de Abu all-Abbas. Cumprindo os preceitos do Islão, as meninas separaram-se dos rapazes e entraram no templo para uma pequena visita, pois a oração estava quase a começar.

O Forte de Quatbbey

Erigido no local do Farol de Pharos (considerado uma das 7 Maravilhas da Antiguidade) o Forte de Quatbey foi construído com pedras do edifício destruído.

Dentro da torre há uma pequena mesquita - a mais antiga de Alexandria - e um Museu Naval que exibe salvados de navios naufragados nas proximidades, resultado das batalhas navais romanas e napoleónicas.

Kom ash-Shuqqafa - o achado de um burro

À chegada à cidade, a nossa primeira paragem é no complexo de catacumbas de Kom ash-Shuqqafa [século II d.C.] considerado a maior necrópole greco-romana do Egipto.
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O acesso às catacumbas faz-se por uma escada em espiral em torno do poço por onde eram descidos os corpos.
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Nesta necrópole existe, ainda, uma área dedicada à Némsis (a Deusa do Desporto,] crendo-se que as ossadas dos cavalos aí encontradas pertenciam a cavalos de corrida vencedores.
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Este achado só foi possivel graças às operações de resgate a um burro que caira no poço.
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