sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A caminho do almoço


De novo no autocarro, é tempo de pensar em almoçar.
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A caminho do Palácio do rei Farouk, vamos apreciando os encantos daquela cidade com 8 milhões de habitantes que, tendo sido fundada por Alexandre o Grande, renasceu em todo o seu esplendor, no século XIX, graças a Muhamed Ali Pasha, mantendo a sua prosperidade até à revolução de Nasser, momento em que inúmeros europeus que aqui habitavam, fugiram.
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Ainda assim Alexandria mantém alguns traços dessa época áurea e cosmopolita...


Retrato do Presidente Hosni Mubarak

A Biblioteca - Um Templo do Saber


Fundada no século III a.C., a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de ciência e cultura que existiu na Antiguidade, como sejam os escritos de Platão, Aristóteles, Zenão, Euclídes, Homero, Demóstenes, Isócrates, Xenofonte, Píndaro, Tucídides, Safo, entre tantos outros, ou ainda, a Septuagint (os 70 manuscritos que continham a tradução, para o grego, do Pentateuco, O Velho Testamento hebraico.
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Não se contentando em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, tornou-se num importante centro de investigação a que os homens de ciência e das letras recorriam para desbravar o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um importante legado para as gerações vindouras.


Quem não ouviu falar de Erastótenes, Arquimedes, Apolónio de Perga ou Hiparco?


No século IV, o Bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos do Imperador Teodósio o Grande, ao ver naquele edíficio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobiliza a multidão cristã para a sua demolição, que veio a ocorrer provavelmente no ano de 391.


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Ressurgida das cinzas (em Outubro de 2002), a Biblioteca e Centro Cultural são uma impressionante obra de arquitectura e contêm, ainda, um Planetário e um Museu de Ciência.
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À data da sua inauguração a Biblioteca albergava 4 milhões de livros, cem mil manuscritos e 50 mil mapas. Faz parte do seu acervo o único papiro que sovreviveu à destruição da antiga Bibiloteca.


Numa época de xenofobia e de fundamentalismo, este Templo do Saber clama por Racionalidade, Diálogo e Método Científico.

Na Mesquita de Abu all-Abbas

Hoje é o Dia Santo para os muçulmanos. Esta Sexta-Feira reveste-se de especial significado por ser a última do Ramadão.
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A caminho da Biblioteca de Alexandria, uma breve paragem na Mesquita de Abu all-Abbas. Cumprindo os preceitos do Islão, as meninas separaram-se dos rapazes e entraram no templo para uma pequena visita, pois a oração estava quase a começar.

O Forte de Quatbbey

Erigido no local do Farol de Pharos (considerado uma das 7 Maravilhas da Antiguidade) o Forte de Quatbey foi construído com pedras do edifício destruído.

Dentro da torre há uma pequena mesquita - a mais antiga de Alexandria - e um Museu Naval que exibe salvados de navios naufragados nas proximidades, resultado das batalhas navais romanas e napoleónicas.

Kom ash-Shuqqafa - o achado de um burro

À chegada à cidade, a nossa primeira paragem é no complexo de catacumbas de Kom ash-Shuqqafa [século II d.C.] considerado a maior necrópole greco-romana do Egipto.
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O acesso às catacumbas faz-se por uma escada em espiral em torno do poço por onde eram descidos os corpos.
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Nesta necrópole existe, ainda, uma área dedicada à Némsis (a Deusa do Desporto,] crendo-se que as ossadas dos cavalos aí encontradas pertenciam a cavalos de corrida vencedores.
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Este achado só foi possivel graças às operações de resgate a um burro que caira no poço.
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Cabeça de estátua de Ramsés II descoberta no delta do Nilo


Cairo, 26 Set (Lusa).- Arqueólogos egípcios descobriram uma cabeça de granito pertencente a uma estátua de Ramsés II no Delta do Nilo (norte do Egipto), informou quarta-feira o Conselho Superior de Antiguidades (CSA) em comunicado, segundo a EFE.

A peça foi encontrada num sítio arqueológico em Tell Basta, na província de Sharquiya, e estava enterrada a 1,5 metro de profundidade, afirmou o ministro da Cultura do Egipto, Farouk Hosni.
Hosni também afirmou que os arqueólogos egípcios encontraram a cabeça quando realizavam escavações na região.

"Os estudos iniciais demonstram que a cabeça da estátua pertence ao faraó Ramsés II, tem traços definidos e o nariz e o queixo estão partidos", declarou Hosni.

Por outro lado, o secretário-geral do CSA, Zahi Hawas, afirmou que "as escavações neste sítio podem levar à descoberta de um templo de Ramsés II com os restos da estátua, que pode ter até 4,5 metros de altura".

Tell Basta é um dos sítios arqueológicos mais importantes da região do Delta do Nilo, um conjunto de ruínas que indica o local da antiga Bubastis.

Segundo o historiador grego Heródoto, Bubastis - capital egípcia durante a 22ª dinastia - era considerada a cidade mais culta do Egipto. Aí se venerava a deusa Bastet, representada pela figura de uma mulher com a cabeça de gato.

Fonte: Agência LUSA

Alexandria


Este é o nosso último dia no Egipto. O dia promete ser longo.

Enquanto a Anabela, a Dulce, a Sónia, o Aires, o Nuno e o Sérgio preferem ficar pelo Cairo para um dia preenchido com visitas e contactos com a população cairota, a grande maioria do grupo segue o líder, rumo a Alexandria para ver coisas lindas, maravilhosas e cheias de história.

Aquela que foi fundada por Alexandre o Grande, no ano de 332 a.C., e considerada a capital do mundo helénico, a Cidade de Alexandria foi, também, o berço de uma nova dinastia de Faraós - a dos Lágidas - a que pertenceu a famosíssima Cleópatra VII.


Cleópatra VII - Qualquer semelhança com a ficção é pura realidade.