Berço de uma das civilizações mais antigas da Humanidade, o Egipto foi o nosso destino para uma merecida semana de férias. Porque não pudemos levar-vos connosco, aqui fica o relato da nossa visita à pátria da estadista com o narizinho mais arrebitado do Mundo - Cleópatra e outros factos que, entretanto, têm sido merecedores de ser notícia...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Com o coração na boca...
Um espectáculo de luz e som
Mal nos sentamos, um casal de ingleses parecia apostado em tirar-me do sério pelo incómodo que o flash da minha máquina fotográfica lhes pudesse causar.
No entanto, porque nestas coisas o melhor é não dar conversa, desliguei o flash e alterando as definições da máquina, obtivemos as fotografias de algusn quadros que agora aqui partilhamos convosco...
Os Parabéns a Sofia
Turistas europeus sequestrados foram levados para a Líbia
As tropas sudanesas estão a monitorizar os movimentos dos sequestradores que, a bordo de três viaturas todo-o-terreno, cruzaram a área montanhosa de Oweinat (nordeste) em direcção à Líbia, precisou Ali Yussef, porta-voz da diplomacia de Cartum.
A mesma fonte adiantou que neste momento os reféns, capturados por homens armados no planalto de Gilf al-Kebir, sul do Egipto, estão 15 quilómetros dentro de território líbio
Dos 11 europeus, cinco são alemães e outros tantos italianos (dois dos quais septuagenários), e um romeno.
O governo egípcio e o Ministério do Turismo, não obtiveram confirmação da presença do grupo na Líbia, segundo o porta-voz Magdy Rady.
Os sequestradores, alegadamente de quadrilhas tribais, pedem um resgate de 15 milhões de dólares (10 milhões de euros), estando em negociações (telefónicas) confirmadas por Berlim, mas ainda sem resultados.
No Bazar de Khan al-Khalili
Aqui podemos encontrar um pouco de tudo. Dos couros, passando pelas peças em latão, prata, alabastro, couro, cobre, cerâmica, perfumes, pelos tecidos de algodão, eterminando nos tradicionais papiros e peças de artesanato, não conseguimos ficar indiferentes a nada.
Como em qualquer área comercial, também aqui, a arte de bem regatear é o segredo para os bons negócios.
O Tesouro de Tutankamon
Enfim, nas Pirâmides...
Junto à Esfinge, Farouk brinda-nos com mais uma história. Desta vez sobre o Faraó Tutmés.
Tutmés era filho do faraó Amen-hotep II, e embora tivesse muitos irmãos , era o preferido do pai. Como ele, o príncipe era muito forte e gostava de ir caçar leões ao deserto no seu carro.
Um dia estava numa caçada por Gizé; era um dia muito quente, e ao ver a Esfinge pensou que podia proteger-se dos raios do sol abrigado nela.
Naqueles tempos, a estátua estava quase totalmente coberta pela areia, e só a cabeça sobressaía projectando a sua sombra. Assim, apoiou-se nela e pouco tempo depois tinha adormecido.
Então teve um sonho em que o pai Ré lhe apareceu em todas as suas formas: "Meu filho, sou Khepri, Horakhti, Ré e Antum (refere-se às diferentes formas do sol. Ao amanhecer, na manhã, no zénite e ao enterdecer). Sou Harmakhis (Literalmente signfica: «Hórus que está no horizonte» que foi o nome que se deu à Esfinge). Ouve-me e oferecer-te-ei o reinado sobre o Egipto e a tua vida será longa. Para isso deverás afastar a areia que cobre o meu corpo e deixar-me livre dela. Fá-lo e serás faraó."
Ao acordar o príncipe, com uma grande excitação, regressou a Mênfis e pouco tempo depois organizou uma brigada para remover os escombros da Esfinge e livrá-la da areia. Harmakhis, por seu lado, cumpriu a sua promessa e ao morrer Amen-hotep II, o princípe Tutmés subiu ao trono com o nome Tutmés IV - Menkheperruré - (nome de trono: Eternas são as manifestações de Ré).
In O Ladrão de Túmulos de António Cabanas