terça-feira, 23 de setembro de 2008

De regresso ao Nile Admiral

Chegados à pequena embarcação que nos transportará ao Nile Admiral, todos tomam os seus lugares.
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* Foto cedida pelo Habibi Eduardo


A aldeia núbia vai ficando para trás e, enquanto na cobertura, os mais endiabrados desafiam a lei da gravidade em sessões fotográficas, no interior do barco a animação está em grande com a nossa gente a alinhar, ao som de um pandeiro, nos cantares tradicionais de Assuão e a responder com os cantares tradicionais do nosso país.





E porque nestas coisas, quando canta um português, cantam dois ou três, eis quando somos surpreendidos pela aproximação de uma outra embarcação. A bordo, gentes da cidade do Porto que rapidamente se associam à nossa festa, cantando e dançando, oferecendo mais força àquele espirito lusitano que só nos lembramos de extravazar quando estamos longe da Pátria-Mãe.

Aprendendo as letras

Com os ânimos serenados, despedimo-nos do ansião e pusemo-nos a caminho da próxima etapa da nossa visita - a escola da aldeia.


A escola é um lugar simpático com um enorme pátio interior. Nos muros, belas pinturas núbias embelezam o espaço. Na sala de aula, o professor, Farouk Ismail, aguarda para nos dar a primeira aula em língua árabe. E, porque geralmente todas as palavras iniciadas por "AL" são de origem árabe, aqui vos deixamos o registo da recitação, pelo nosso professor, do alfabeto em árabe, tal e qual como é aprendido, nas escolas, pelas crianças egípcias.

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Terminada a aula há, ainda, tempo para subirmos ao terraço da escola para admirarmos e fotografarmos a bela paisagem povoada por alguns búfalos e por inúmeras aves de diversas espécies.


De regresso ao ancoradouro, mais umas quantas fotografias...

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Ainda sobre crocodilos

Porque tinhamos a promessa de ver crocodilos maiores, e porque o nosso líder gosta de honrar as promessas que faz, eis que nos leva a casa de um ansião da aldeia para aí admirarmos os belos exemplares de que é proprietário.

No entanto, quando o amável senhor se disponbilizou para retirar um exemplar mais pequeno para que o pudéssemos fotografar, vejam como reagiu alguma da assistência feminina...
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A reacção das nossas meninas é um pouco exagerada, não vos parece? Vejam como o homem coloca o animal ao colo. O bicho nem se move. Parece um boneco.

A chegada à Aldeia Núbia

Depois de tanto navegar, eis que finalmente chegamos à tão aguardada aldeia núbia.
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O povoado é bonito e a sua gente bastante simpática.
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Por todo o lado chegam e partem camelos transportando turistas histéricos com os solavancos provocados pelo andar gracioso destes animais.



A contrastar com o calor e o cheiro a bosta de camelo que se nos entrenha pelas narinas, as especiarias que enchem as banquinhas de venda de um colorido tão especial.



Depois de palmilharmos algumas centenas de metros eis que entramos na casa de uma familia amiga de Farouck. Aí somos convidados a matar a sede com água, chá de menta e Karkadé e, para os viciados em cafeína, há café turco.


Para acompanhar é posto na mesa pão cozido ao sol, assim como mel e queijo feitos à boa maneira núbia.




Terminado o lanche Farouk surpreende-nos com um pequeno crocodilo. Desafiando o pequeno réptil com a língua, este não reage. Pelo que logo a seguir, os mais destemidos do grupo se sentem à vontade para receber o pequeno réptil sobre as suas cabeças. Não acreditam? Então vejam, alguns deles...




Terminado este ritual, que bem poderia tratar-se de um cerimonial em honra do Deus Sebek (Deus do Antigo Egipto, com cabeça de crocodilo), houve ainda tempo para comprarmos algum artesanato e para quem quizesse, fazer as tradicionais tatuagens berberes.

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Os núbios


"Os núbios distinguem-se dos Negros em muitos pontos; particularmente pelo aveludado da pele que é muito igual e muito flexivel, enquanto que no verdadeiro negro a palma da mão é grossa e tão dura como o pau. O nariz é menos achatado, os lábios menos espessos, os molares menos salientes do que nos Negros".

"Os Núbios", segundo Burckhardt

Navegando até à Aldeia Núbia

Depois de uns mergulhos na piscina do Nile Admiral e de um delicioso repasto, voltamos a dar corda aos sapatos, desta vez, para uma visita a uma aldeia núbia.
A curiosidade é mais do que muita já que fomos informados que, em vez de cães ou gatos, aquela boa gente tem, como animais de estimação, simpáticos crocodilos.
A ver vamos o que vamos por lá encontrar.


Entretanto, somos brindados com cenários paradisíacos.

Para começar, lembramos o lider da comunidade Ismail, Aga Khan, que amando o Assuão de forma tão especial, foi sepultado, conforme Seu desejo, neste mausoléu, no cimo de uma montanha, na margem do Nilo.

Mausoléu de Aga Khan

Segue-se o encontro com aves das mais variadas espécies emprestando àquela paisagem um encanto especial.


Enquanto isso, no barco, toda a gente está radiante. Não vos parece? Nem parece que vão ver os crocodilos...




Assuão - Faluca no Nilo

Le Parfum...


Antes do regresso ao navio, para o almoço, uma visita a uma fábrica de algodão e, porque não poderia faltar, a uma loja de perfumes e essências.

Os Guardiões do Templo

Philae - O Templo do Amor


Chegados ao ancoradouro e revistadas as mochilas, seguimos o nosso lider para uma visita a este magnífico templo dedicado a Ísis e ao Amor, daí o nome Philae (do grego, amar).

Este templo foi mandado construir por Ptolomeu XII, o pai da célebre Cleópatra VII, no ano 120 a.C.. e tem uma certa importância por ter sido dividido entre o culto à Grande Ísis e à Virgem Maria.


Com a construção da barragem de Assuão, houve a necessidade de transladar o tempo para uma ilha mais alta, projecto que foi patrocinado pela UNESCO.

Sobre os aspectos curiosos relacionados com este templo, ouçamos o que o nosso líder tem para nos dizer.

Dá-lhe, Habibi...


Pois é amiguinhas (os), ouviram bem o nosso líder? "Uma cena do Faraó segurando o sexo da Ísis e a Ísis abraça o Faraó com carinho entrgando a Chave da Vida na boca do Faraó. A mão do Faraó está completamente dentro do sexo da Ísis. Uma cena que mostra Prazer e Eternidade. Tudo o que o Faraó precisava era Prazer e Eternidade".


Mas como o prazer por vezes necessita de ajuda, nada melhor que dar uma mãozinha... não é assim, Vítor?

*Foto cedida pelo Habibi Eduardo

A caminho de Philae

Mal saímos do autocarro, fomos invadidos por comerciantes que em troca de um euro vendiam-nos um pouco de tudo. Contudo, porque o objectivo não era o de ir às compras, rumámos apressadamente à embarcação que nos iria transportar à Ilha onde está localizado o Templo de Philae sem que dessemos a hipótese de qualquer um dos comerciantes nos propor um negócio.
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Embora rápida, a viagem deu ainda tempo para que tirássemos algumas fotos...














Gostaram? Pois é, são todos muito simpáticos, não são? De facto, do líder a cada um dos elementos do grupo, aqui ficam as minhas homenagens. São todos sensacionais. Até este simpático ansião que nem desconfiou que estava a ser fotografado. Porque se o soubesse, era certo e sabido que, já me tinha "cravado" 1 euro.

Despertar em Assuão

Túmulos Xiitas no Monte Santo em Assuão
Com o nosso navio atracado no seu porto de destino - Assuão - fomos despertados para um novo dia que prometia ser longo e emocionante.
À hora marcada, todo o grupo liderado por Farouk Ismail abandona o barco com destino ao autocarro que nos vai transportar até ao Templo de Philae, em honra da Deusa Ísis.

À entrada do autocarro, um homem de idade avançada vende-nos um típico chapéu egípcio que, de resto, vai acompanhar-me nos restantes dias da viagem.

Querem ver do que vos falo? Ok...

ATENÇÃO!!! Falo-vos do chapéu; não da menina que já é comprometida.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Uma Dança do Ventre com sabor a malhão...

Falarmos da Festa sem destacarmos a prestação da nossa Habibi Marilia, na Dança do Ventre seria, por certo, um sacrilégio. Vejam este trecho da sua prestação e depois digam se não concordam comigo...

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Pois é, a idade não é tudo. Há quem seja mais novo e não tenha tanta genica como a nossa habibi.

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E os passinhos de Malhão, não dão a esta prestação um sabor tão especial? Pois é, lá diz o ditado "Quem sai aos seus não degenera".

A Festa Egípcia...

Terminado o jantar, passámos ao bar do navio para participar na festa que a tripulação havia preparado para nós.

Na verdade, foi bastante animada com muitos jogos e muitas vitórias do nosso grupo sobre os norte-americanos que, por estes dias, têm partilhado o navio connosco.

Porque seria demasiado exaustivo colocar no blog tudo quanto ali se passou, decidimos escolher alguns momentos dignos de registo.

Para começar, vejam como as garrafas dançam tão bem nos pés dos nossos meninos...


Depois, chegou a vez de outro jogo. Todos sabemos que o Brasil sempre deu grandes campeões do Mundo à Formula 1 e ao Futebol. Como se sairá o Cacildo (o nosso "brasukinha") neste jogo que mistura um pouco das duas modalidades?

Vejam...


Pois claro, como seria de prever... The winner is CACILDO!!!


No alinhamento, da nossa festa, segue-se a Dança do Ventre. Depois da óptima prestação dos nossos rapazes, chega agora a vez das nossas meninas mostrarem o que valem nesta dança tão sensual.

Aqui fica uma amostra da prestação de uma das ilustres representantes do nosso grupo...


A festa continua, com muita dança e boa disposição. Querem ver? Ai sim? Então aqui vai só mais um bocadinho porque já vai sendo tempo de passar para o dia 23.


Gostaram? Pois bem... Contudo, este post não pode terminar sem antes homenagear o grande vencedor da noite, com direito a troféu e tudo. Estaremos a falar de quem???

Não conseguem adivinhar ?

Pois claro...

... é o nosso Cacildo que, à vitória no outro jogo, ganhou, com a Sónia, o concurso da melhor múmia.

O Jantar Egípcio...

Chegados ao barco, damos conta do enorme reboliço que invade os corredores, a loja de artigos tradicionais e os quartos dos passageiros. Toda a gente parece alinhar no desafio feito pela tripulação para que nos apresentemos no jantar e na festa desta noite, vestidos a preceito.
Porque não queremos ser excepção, também nós, nos dirijimos aos nossos camarotes, para tomarmos um duche, vestirmos as nossas gabalias e, à hora marcada, 20 horas, nos apresentarmos no salão de jantar.
Seguem-se as fotografias da praxe...

E logo a seguir, vem o jantar.

Para começar, uma deliciosa sopa de tomate. Porém, o que marcou verdadeiramente este jantar egípcio foi um doce. A ver vamos se sei pronunciar o seu nome. Trata-se do célebre " Omuali".

Sobre o "Omuali" nada melhor do que ouvir o que nosso Líder e o Eduardo têm para dizer...

O Templo de Kom Ombo

Faltam poucos minutos para as 17 horas quando o nosso navio chega, por fim, a Kom Ombo. No pequeno porto a azáfama é grande. Por todo o lado se ouvem as graves buzinas dos navios de cruzeiro, dando sinal de partida ou de chegada.





O sol está quase a pôr-se. A fila para entrar no templo é interminável. Conseguiremos vencer a multidão a tempo de fotografar o pôr do sol?


Felizmente, conseguimos!!!


Atingido o nosso objectivo, é tempo de nos juntarmos ao grupo para ouvir as sábias explicações do nosso líder, Farouk Ismail...




Terminada a visita, enquanto a maior parte do grupo aproveitou para visitar um pequeno mercado de artesanato junto ao cais, o Cacildo e eu ficamos por mais alguns minutos no templo para observar os altos relevos e que de resto damos nota nas próximas fotos...








São 18h15... Hora de despedirmo-nos do Templo e regressarmos ao navio que vai zarpar às 18h30.