domingo, 21 de setembro de 2008

Hatshepsut

Saciada a sede com karcadé, chá de menta, água fresca ou café turco (oferecidos pelos comerciantes) é tempo de voltar ao autocarro, carregadinhos de peças em alabastro para oferecermos a quem ficou em Portugal.


Oficina de alabastro em Tebas

Pelo caminho, o nosso "líder" brinda-nos com uma belíssima história. A da bela e determinada Hatshepsut que tendo sido preterida pelo faraó seu pai, o grande Tutmosis, para o suceder no trono (preferindo que ela esposasse o novo faraó), acabou por aproveitar a morte demasiado prematura do faraó seu esposo e o facto do sucessor ser demasiado pequenino para, ela própria, se tornar Faraó do Egipto.

Porque no tempo em que viveu, quem se casasse com o Faraó não tinha outro estatuto senão o de esposa, a bela Hatshepsut conseguiu convencer o Clero do direito ao trono do Egipto com o argumento de que ela descendia directamente de Amon-Ra (considerado o rei dos deuses).
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Hatshepsut

Fazendo-se representar com corpo masculino e a barba postica, este faraó feminino abandonou a guerra e fez o Egipto voltar a actividades pacíficas, tais como a manutenção das rotas de comércio com o exterior, que tinham sido fechadas durante o domínio dos hicsos e a construção de grandes monumentos como o que vamos visitar em Tebas.

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