Após uma manhã repleta de visitas, é tempo de regressar ao navio que, pelas 13h30, vai levantar âncora rumo a Edfu.

O tempo está quente, mas não tanto como nas últimas semanas. Após o almoço, servido no salão de jantar, é tempo de subir à cobertura do navio para tomar um café e apreciar as belas paisagens que o Deus Hapi nos oferece.
O Grande Hino de Hapi
Salvé Hapi, tu que surgiste da terra. Que vieste para dar vida ao Egipto. Criação de Ré para unificar todo o que padece de sede.
Senhor dos peixes que permite que vão para sul as aves migratórias.
Quando ele transborda a terra enche-se de júbilo e todos os seres se alegram.
Conquistador do Duplo País, que enche os armazéns. Que engrandece os grãos, que dá bens aos indigentes.
À medida que nos aproximamos da comporta de Esna, aumenta a nossa expectativa sobre o que vamos encontrar.

Passam poucos minutos das 17 horas quando o nosso navio é abordado por uma série de pequenas embarcações que lançam amarras ao nosso navio. A bordo jovens comerciantes de túnicas e gabálias que nos atiram a mercadoria para a cobertura do navio para quem após uma avaliação do artigo, procuremos um preço que vá ao encontro das nossas aspirações e das do vendedor.
A avaliar pelas inúmeras passagens de modelos na cobertura do nosso navio, o negócio foi um sucesso. De tal modo, que a noite já tinha caído e havia ainda quem negociasse com os persistentes vendedores que não se cansavam de atirar a mercadoria para nós.

Porque isto de regatear preços tem muito que se diga, nada como um banho retemperante na piscina do barco, ainda antes do jantar.

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