Fundada no século III a.C., a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de ciência e cultura que existiu na Antiguidade, como sejam os escritos de Platão, Aristóteles, Zenão, Euclídes, Homero, Demóstenes, Isócrates, Xenofonte, Píndaro, Tucídides, Safo, entre tantos outros, ou ainda, a Septuagint (os 70 manuscritos que continham a tradução, para o grego, do Pentateuco, O Velho Testamento hebraico.
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Não se contentando em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, tornou-se num importante centro de investigação a que os homens de ciência e das letras recorriam para desbravar o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um importante legado para as gerações vindouras.
Quem não ouviu falar de Erastótenes, Arquimedes, Apolónio de Perga ou Hiparco?
No século IV, o Bispo Teófilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos do Imperador Teodósio o Grande, ao ver naquele edíficio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobiliza a multidão cristã para a sua demolição, que veio a ocorrer provavelmente no ano de 391.
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Ressurgida das cinzas (em Outubro de 2002), a Biblioteca e Centro Cultural são uma impressionante obra de arquitectura e contêm, ainda, um Planetário e um Museu de Ciência.
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À data da sua inauguração a Biblioteca albergava 4 milhões de livros, cem mil manuscritos e 50 mil mapas. Faz parte do seu acervo o único papiro que sovreviveu à destruição da antiga Bibiloteca.
Numa época de xenofobia e de fundamentalismo, este Templo do Saber clama por Racionalidade, Diálogo e Método Científico.
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